quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Once upon a time...

   Em português:  Era uma vez, um lindo lugar chamado Vale da Fantasia... Fica à direita da Curva da Imaginação, quase que chegando no Morro da Criatividade...   É um vale verdejante, repleto de todas as características mais plenas de beleza e perfeição...   

Neste vale, cada ser humano que dele faz seu lar, sempre experimenta uma imensa sensação de prazer e satisfação, sem se subjugar à frustração!!!   A vida parece ser  bela, feliz e perfeita...   O gozo parece imperar como o grande "senhor das armas"...   O tempo parece se tornar irreal, fornecendo assim, uma imensa sensação de eternidade...   As contradições parecem ser aceitas sem restrições, permitindo assim, ao habitante do Vale da Fantasia, crer que pode fazer e desfazer ao seus bel-prazer!!!   

Os sentimentos mais dolorosos, como angústia, culpa e remorso, parecem ser encerrados nas profundezas do Lago do Recalcamento, lá sendo mantidos adormecidos por supostos milênios...   Com isso, a realidade parece se tornar turva, indistinta e etérea...   Uma gigantesca sensação de onipotência tende a dominar o cenário...   Os sentidos do real já não cabem dentro desta perspetiva...   O senso de identidade vai se diluindo dentro deste mar de fantasia...   

E assim, as amarras que serviam de ancoragem à realidade concreta, ficam afrouxadas...   O ser onipresente, passa a crer que tudo pode...   As ações implicam em reações...   O Vale da Fantasia começa à sofrer as consequências pelas perdas causadas na vida concreta...   O verdejante vale começa a espreitar uma tempestade...   A tormenta devasta a falsa ilusão do vale...   O gozo se materializa na morte...   A identidade, agora, possui feridas que nunca fecharão por completo...   A perfeição, que nunca realmente existiu, agora é fato irrecusável; e o possível está muito mais distante do que deveria...   E desta forma, o Vale da Fantasia está perdido para sempre...  Mª Valéria Macedo


 
   

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