domingo, 11 de dezembro de 2011

As alegrias e tristezas do Natal!

Essa época de final de ano sempre nos leva à reflexão... Tempo de paz, esperança, amor, boa vontade, alegria e felicidade!!! Contudo, sempre me questiono, será??? Será que podemos mesmo acreditar que essa época é o tempo onde o melhor do humano se manifesta???

Tendemos a sempre buscar o cliche da bem aventurança nesta época do ano, como se Dezembro trouxesse as melhores intenções, só por ser Natal... As ruas se enchem de luzes, as lojas ficam cheias, os carros entopem as vias, as pessoas aceleradas correndo para as comemorações de fim de ano, enfim, um clima de festa invade o ar...

Mas, será que o Natal é apenas festa, comilança desenfreada, troca de presentes e uma cara de alegria para acompanhar o cardápio??? Ou será que o Natal, antes de ser essa corrida maluca à comemoração, é um tempo de reflexão e humanidade???

Quando digo reflexão e humanidade, quero expressar a idéia de que o Natal, antes de mais nada, é uma celebração da idéia de amor, bondade, generosidade, empatia e alegria, que toda a raça humana deveria praticar!!! É o tempo para pensar acerca dessas qualidades humanas, praticá-las de forma indiscriminada, elevando o espírito de Natal!!!

Contudo, a cada dia, ao ligarmos a t.v, ou acessarmos a internet, nos deparamos com inúmeros casos de corrupção, morte, descaso, agressão, indiferença... Contra humanos e animais, pobres ou ricos, bonitos ou feios, vira-latas ou de raça... Aí, fica muito difícil acreditar que o espírito do Natal está cumprindo seu papel!!! Parece mais que ele foi deturpado pelo espírito da celebração desenfreada, aquela que faz com que o "ir para a festa", seja mais importante do que o "viver a festa".

Nesse contexto, não é possível acreditar no espírito de confraternização, na boa-aventurança que rodeia essa época do ano, aquela que nos faz sermos melhores, mais dignos, verdadeiros animais racionais! Fica apenas o espírito vazio de uma comemoração que parece não fazer sentido, simplesmente por ter sido destituída dele!

Então, em nome de toda a beleza e simbologia que esta data nos traz, devemos lutar contra o esvaziamento das verdadeiras qualidades do Natal! Lutar por uma experiência mais rica e profunda, que implica na vivência das alegrias e tristezas que nos assolam quando realmente nos conectamos com o verdadeiro sentido desta data! Lutar por uma comemoração mais humana e solidária, capaz de nos fazer sentir profundos sentimentos, que nos religuem com a experiência da nobreza humana!!!

Neste espírito, desejo à todos um "Feliz Natal", repleto do melhor que pode haver nele!!! Mª Valéria Macedo

domingo, 9 de outubro de 2011

"O imponderável manda notícias!"

A semana que se passou, me fez refletir a cerca da fragilidade da vida! De uma certa forma, a vida da minha família foi atravessada pelo imponderável! De repente, o que era certo, o que estava em seu curso, perde a rota, e é lançado na infindável incerteza do não sabido. Somos acometidos por um fluxo de insegurança e desespero, em virtude da nossa dificuldade psiquica de elaborar a natureza incerta de nossa existência.

Mas, qual seria a razão para nossa mente tentar evitar o inevitável? Tal fato parece ser decorrência da imaturidade mental com a qual nascemos, no início da vida o aparelho mental não está preparado para lidar como o vazio, a psique tenta sempre preencher o buraco onde o nada se presentifica.

Desta forma, uma das tarefas do nosso amadurecimento mental é ir aprendendo a como digerir essa realidade inexorável. A princípio, a psique irá preencher os vazios com algum sentido que se apresente para camuflar o que não pode ser visto! Assim, a vida começa a ser sentida como se ela fosse certa, estável e garantida. Criamos uma ilusão, que falsamente nos fornece uma sensação de segurança, como se a vida não fosse imprevista!

Daí em diante, de posse dessa sensação, vamos seguindo rumo ao desconhecido como se ele fosse nosso velho amigo! Desenvolvemos uma rotina cotidiana que nos garante uma percepção de continuidade, de reconhecimento de nós mesmos e do que nos cerca, uma vez que sem isso, viver seria uma experiência psicótica.

Para garantir nossa vida mental, colocamos no lugar do desamparo e do vazio, a fantasia de segurança, controle e continuidade, e com esse expediente vamos sendo progressivamente capazes de ir enfrentando o imponderável quando ele nos atinge.

Porém, esse enfrentamento não é simples, devemos processar cada experiência de descontinuidade da vida, através de processos mentais complexos, tais como a elaboração do luto que é provocado quando a realidade que nos pertencia, desaparece no vácuo da nossa impotência! Trabalho de Hércules, quando temos de descer às profundezas do Hades para resgatar nossa alma adormecida!

Contudo, com o atravessar dessas experiências, vamos ressurgindo do fundo desse poço escuro, com mais força, mais maturidade e capacidade de resignificar nossas vidas. E desta forma, podemos então perceber, que a perda não dá fim a nossa realidade, ela apenas nos força a transformá-la! Mª Valéria Macedo

domingo, 14 de agosto de 2011

" Função Paterna, a dificil arte de ser pai!"

Segundo domingo de agosto, a tradição social brasileira comemora o "Dia dos Pais". Dia criado para promover as vendas do comercio, mas que faz uma homenagem merecida à todos os pais. Contudo, será que realmente todos se dão conta dessa tão importante, e ao mesmo tempo tão difícil função?

Creio que não! Na verdade, acho que sempre ressaltamos a função materna, deixando um pouco de lado a função paterna. Sem dúvida, o papel exercido pela mãe é de capital importância na vida de um filho, uma vez que nascemos tão dependentes de outro ser humano.

A essência da função materna é libidinizar, acolher, cuidar, dar forma à mente do bebê, colaborar na construção dos fundamentos do mundo interno desse novo ser. É uma função que estabelece os primórdios psíquicos, que prepara o terreno mental para as futuras experiências. Sem dúvida, poderíamos dizer que sem a interação com essa função, a vida mental ficaria muito comprometida.

Contudo, a função paterna também exerce um papel importante na construção da vida mental do ser humano, uma vez que a psique já fundamentada em seu mundo interno, precisa agora começar a adentrar no mundo externo!

Cabe a função paterna, após os alicerces mentais terem sidos estabelecidos com a ajuda da função materna, colaborar na construção da ponte entre interno e externo. A vida mental do bebê ficaria aprisionada no mundo interno, se a função paterna não exercesse sua principal tarefa, ajudar o indivíduo a se inserir no mundo da cultura!

Se tornar um membro do grupo social, depende deste passo tão importante, que só é dado a partir da capacidade da função paterna de dar limites à essa jovem mente, lhe fornecendo os regras, leis e limites que lhe são necessários para que ela possa agora fazer parte da realidade externa.

Talvez, por ser esse corte uma das tarefas mais importantes da função paterna, que de modo geral se subestima a importância desta! Sem dúvida parece ser muito melhor colaborar com amor, carinho, contorno e fundamento, do que ser responsável pelos limites, regras e "nãos" que devemos internalizar!

No entanto, sem esses diversos "nãos" que são dados pela função paterna, a mente humana não seria capaz de interagir, permanecendo aprisionada em sua mundo interno!

Desta forma, saudemos nossos pais, aqueles que ficaram com o trabalho mais duro, mais árduo, mais árido de nossa formação mental. Sem eles não poderíamos viver em sociedade, não teríamos a habilidade de interagir, de nos discriminar, de diferenciarmos o certo do errado!

É através da "dureza" de nossos pais que nos tornamos mais humanos, mais civilizados, mais discriminados!!! É pela capacidade deles nos amarem, e por isso mesmo nos darem limites, que nos tornamos seres melhores, mais complexos e simbólicos! Assim sendo, salve a gentil e amorosa rudeza da função paterna! Mª Valéria Macedo






terça-feira, 9 de agosto de 2011

" A ciclotimia da contemporaneidade!"

Viver no séc.XXI é um desafio. O mundo globalizado nos leva a viver uma experiência psicodélica, tudo ao mesmo tempo e agora! A queda de braço entre republicanos e democratas vira a bolsa do avesso e todos experimentamos a vertigem da recessão anunciada. Conflitos nas ruas de Londres, explodem como expressão de puro vandalismo, agressão reprimida que irrompe sem sentido, sem motivo, sem limite! O vórtice frenético desta contemporaneidade ciclotímica arrasta o mundo todo para uma viagem angustiante! Somos meros espectadores da montanha russa que oscila entre mania e depressão!

E como boa onda bipolar, essa polarização não se restringe ao social, ela invade a vida cotidiana se expandindo para a individualidade ordinária nossa de cada dia! A cada esquina, em cada instante, podemos observar o redemoinho que suga tudo e todos numa contaminação generalizada, colorida pelo vermelho da mania, ou pelo preto da depressão!

A angústia humana, deixa de ser aquele sofrimento constante, existencial que nos faz sofrer pelos múltiplos significados que evitemos elaborar, e passa a ser um desespero que se precipita entre a tristeza mortífera e a euforia alucinada!

E no meio deste turbilhão, o vazio espreita, silenciando qualquer possibilidade de fantasia que possa nos resgatar das profundezas desse abismo elíptico que quer nos esfacelar. Somos reféns de uma polarização que à tudo e à todos quer dominar!

Entra para a psicopatologia contemporânea como um dos fenômenos mentais do século, tão comumente diagnosticado nos consultórios como Transtorno Bipolar. Domina o indivíduo sem piedade ou compaixão, lhe negando o direito à estabilidade, esmagando a alma humana pelo sugar de sua energia vital.

Sofrimento intenso e contínuo que exige do indivíduo uma luta diária, buscando através do tratamento psíquico resgatar o controle perdido pelo movimento do tornado que lhe sugou, arrancado-lhe as rédeas de sua vida mental! Uma caminhada longa que deverá ser percorrida até o pé desse redemoinho, a origem da tempestade, o olho do furacão, onde se encontra a calmaria que pode trazer novo fôlego, para que então, a luta continue até que os ventos se dissipem e um entardecer mais ameno venha enfim, estabilizar o céu de sua vida!










sábado, 23 de julho de 2011

"Quando a vida pesa, a morte se precipita!"

Tarde de sábado, aproveito o dia, que apesar de mostrar o sol no meio de nuvens, está frio e estranho. Um vento gélido faz as árvores ao redor da minha casa provocarem um som bucólico, como se a melancolia tomasse conta do dia!

Brinco com os cães no jardim, contudo, eles mesmos se incomodam com o ar frio e o barulho esquisito da árvores.

Entro em casa, vou até o computador e vejo apenas a manchete: Amy Winehouse tinha sido encontrada morta!

Ligo a T.V atrás de mais informação e o noticiário começa a dar detalhes, encontrada morta em sua casa, sem denotar uma causa óbvia! Porém, parece que não há surpresa, não há choque, é como se todos já soubesse que isso iria acontecer...

Notícias chocantes vem á tona, uma bolsa de apostas britânicas mantinha Amy em sua lista!!! A grande aposta era que Amy morreria até 2012! Quem apostou em 2011 ganhou mais dinheiro do que a maioria...

Entretanto, mais do que mórbidas, as notícias falam de algo que se via, se sentia, se apostava. Falam de uma observação que se precipitava pela estória de vida que a artista escrevia. Uma vida repleta de altos e baixos, lances de genialidade seguidos de momentos degradantes. Um show auto-destrutivo, televisionado para o Mundo todo acompanhar de forma sádica!

A vida que parece ser pesada e sofrida em excesso, a fragilidade mental de alguém que não consegue emergir das profundezas do inferno subjetivo que habitava. E que tentava então, se alienar, no topor da droga, procurando fugir da dor, da loucura que dominava sua existência!

A vida que extrapola o campo pessoal e passa a pertencer ao grupo, empresários, gravadora, fãs... Grupo tirano que como a horda primitiva, não permite pausa, fraqueza ou sensibilidade. Exige tudo, sem nada dar...

O que era a vida de uma pessoa, se torna propriedade pública, tanto para a fama, quanto para a decadência. A vida pesa, a morte se anuncia!

Como outros tantos antes dela, a deteriorização se acelera e a catástrofe está anunciada!

Vida perene, vida brilhante, vida sofrida que se desfaz como um castelo de areia, retornando a água primordial da qual surgiu!

Tempos estranhos, século decadente. E mais uma vida se vai no nada que impera nesses tempos enlouquecidos!

Fica a obra, fica a tragédia, fica o sofrimento estampado nas páginas dos tablóides mundiais...

Todavia, tomara que também fique a lição para ser aprendida por todos: Viver dá trabalho, provoca dor e angústia, sem dar a opção de usar alienação como escape para o vazio!

Mª Valéria Macedo




























quinta-feira, 30 de junho de 2011

"Feliz Aniversário, uma breve nota de sua vida!"

Fazer aniversário é algo comum, todo ano se repete, todo ano se faz lembrar. Uma marca que nos remete a passagem do tempo dentro de nossa perspectiva pessoal, única e exclusiva. Na prática convencional, é o tempo de comemorar! Comemorar a vida, o simples fato de existir. Se espera que seja uma data feliz e festiva, afinal é o seu dia, o único dia do calendário que carrega um significado específico seu.



Contudo, fazer aniversário me parece que é bem mais do que isso, pois é bem mais do que comemorar o fato de se ter nascido. Nascer é apenas o princípio, o primeiro passo em direção à uma caminhada longa que será preenchida por tudo que você foi vivendo, fazendo, e até mesmo deixando de fazer. É a somatória de todas as escolhas e realizações que você foi estabelecendo ao longo deste percurso, é o conjunto de todas as relações que você foi travando ao longo desse tempo! Então, a partir deste ponto de vista, podemos começar a compreender a complexidade da ocasião!



Fazer aniversário é bem mais do que comemorar, é bem mais do que festejar, uma vez que envolve relembrar e avaliar!!! Nossa data de aniversário é na verdade, uma grande oportunidade para refletir, tirar o dia para fazer um balanço de todas esses elementos que formaram nossa vida até aquele ponto. Desvendar a base de nossas escolhas boas e ruins, pois assim quem sabe, teremos mais subsídios para repetir as boas e evitar as ruins no futuro.



Por fim, fazer aniversário é nos orgulharmos de tudo que construímos e conquistamos desde o princípio de nossa jornada, mais é também nos responsabilizarmos por nossos erros e tropeços no entardecer de nossa vida!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

"Dia dos Namorados: que Santo Antônio nos ajude!!!!"

Mais um dia dos Namorados se aproxima! Mais um dia de Santo Antônio, também!!!! Haveria uma correlação??? Esta é uma pergunta que não quer calar, uma vez que sempre apelamos "a todos os santos" quando nos sentimos carentes e solitários!!! Pobre Santo Antônio, atolado de pedidos, castigado pela falta de realização de "milagres", acusado de não colaborar com as sandíces de milhares de seres insanos que não conseguem lidar com suas próprias dificuldades e acabam por projetar, no pobre santo, a responsabilidade por algo que não lhe cabe.

Dia dos Namorados, Dia da celebração do Amor! Mais será??? Poderíamos fazer esta ligação direta? Para tanto, devemos elencar alguns itens que estão embutidos nesta afirmação, realizando uma pequena análise destes.

A primeira coisa que se observa acerca da afirmação é que ela pressupõe a idéia de que uma relação afetiva é sinônimo de uma relação de amor! Mais será??

A segunda suposição embutida é de que uma relação afetiva é permeada apenas de "amor"! Mais será mesmo???

A terceira suposição implícita é de que "só o amor" pode garantir a realização de relação afetiva! Oras bolas, serás isso possível????

Bem, depois de destacarmos três idéias arraigadas na noção"Dia dos Namorados, Dia da celebração do Amor", devemos explorá-las para melhor entender essa data tão carregada de significado.

A 1ª coisa a ser destacada é a idéia de que a relação afetiva é bem mais do que apenas uma relação de amor. Uma relação afetiva compreende todo tipo de relação humana, uma vez que toda relação humana suscita algum tipo de afeto!!!

A 2ª coisa que devemos indagar é a noção de que uma relação afetiva é construída apenas de amor! É claro que a resposta para essa indagação é NÃO!!! Uma relação Humana é sempre construída de múltiplos afetos, amor, ódio, idealização, tristeza, carinho, respeito, admiração, paciência, aceitação...

Jamais poderíamos creditar à relação amorosa uma única característica, ainda mais sendo esta boa e tendendo a idealização!

Toda relação humana, se torna plena e vibrante, graças à suas características mais imperfeitas, mais simples, mais mundanas.

A idealização só coloca a relação num patamar inalcançável, impossível de ser vivido, longe da realidade!

O 3º ponto a ser abordado é a premissa de que o "amor é garantia da realização afetiva"!

Oras, se realmente isso fosse verdade, seria uma injustiça genética a falta de sincronização entre o nº de nascimento entre meninos e meninas!!!!

Mais é claro que essa injustiça não existe, pois o amor não garante afetivamente nossas relações!!! Infelizmente!!!!

Na verdade, se numa relação só houver amor, ela será um tremendo desastre, pois faltará os limites e frustrações, tão necessários para com que elas possam ter alguma chance de sucesso!!!Relações, amorosas ou não, são forjadas na fogueira feita com limites, frustrações, realidade, carinho, delicadeza, gentileza, irritação, tristeza, discriminação, raiva e AMOR!!!!

Só assim, e apenas assim, uma relação amorosa pode surgir...

Daí para frente, cabe aos integrantes da relação em questão, saber administrar todos os ingredientes, de forma equilibrada e ponderada no caldeirão afetivo que ferve na "FOGUEIRA DAS VAIDADES"!!!...

Difícil,não é???!!!! Mais em nosso consolo, sempre poderemos apelar para nosso eterno Santo Antônio, o santo casameiteiro!!!!

MªValéria Macedo












sexta-feira, 6 de maio de 2011

"Para Viver um a Grande Amor"

"Para Viver um Grande Amor", é uma letra de um poema/música de Vinícius de Moraes, que fala muito bem sobre as condições necessárias para se alcançar esse estado! Na letra ele fala sobre todas as disposições que se há de ter quando se quer viver um grande amor! Fala de lealdade, fidelidade, gentileza, cuidado, delicadeza, investimento, coragem, e mais importante que tudo, fala da disposição, da abertura para se achar alguém, para se viver um grande amor!Música é linda que fala de coisas tão simples, mas que contudo, tão difíceis de se praticar, pois a rotina, o cotidiano nos afastam dessa simplicidade!

A mensagem é direta, franca e sincera, o poeta nos diz de uma forma romântica, o que deveríamos saber, o que deveríamos fazer, para viver um grande amor!Entretanto, praticamos tudo isso quando do alvorecer do amor, quando a idealização está em plena atividade, quando a realidade está adormecida, quando a vida se torna rosa!

Mais o que o poeta nos fala realmente é que devemos praticar isso, todos os dias se quisermos viver mesmo um grande amor!

É que o grande amor é feito de pequenos gestos diários que transmitam esses valores; é que devemos vigiar diariamente nossa disposição e compromisso com essas questões, pois sem cuidarmos delas, o grande amor se perde na pobreza do egoísmo, na avareza afetiva, na loucura narcísica!

Para vivermos um grande amor é preciso reconhecê-lo, mesmo quando mais velho e desgastado pelo tempo, mais ainda cheio de luz e pureza!

Para vivermos um grande amor há de se ter alegria, graça e esperança, estados aliados para quando o crepúsculo do amor chegar!

Enfim, para vivermos um grande amor, precisamos ser destemidos ao nos lançarmos na mais intensa aventura que a vida nos promove, compartilharmos a jornada de nossas vidas com alguém, a quem chamamos de "meu amor"! Valéria Macedo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

" A imaterialidade do novo século"!!!!

A vida é interessante! Muita coisa acontece todo dia!!! O show do U2, o trânsito desde 2ªf, o crime em Realengo!!!...

Coisas boas, coisas banais, coisas ruins...

E a vida continua...

Aconteça o que acontecer, a vida segue...

Mesmo que não estejamos preparados, a vida continua...

Isso confere à realidade um "Q", de imaterial...

Como se ela não fosse totalmente real!!!

Como se ela fosse fantasiada...

Complicado discriminar!!!

Vida superficial, vida impalpável...

O carro que lhe fecha a entrada, o paciente que lhe fala do superficial, a música que toca no rádio...

Século complicado, tudo gira em torno do narcísico...

O ser que se transforma em IDEAL!!!

E a vida continua...

E a vida se complica!!!...

Valéria Macedo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

"Columbine Brasileira!"

"Ele sai de casa, determinado em sua missão! Caminha pelo bairro, sem perder seu foco! Duas vidas concretas são abatidas em seu caminho! Sua realidade psíquica, lhe passa à mente, num instante! Chega ao ponto determinado. A realidade concreta se submete à sua mente onipotente! Entra no local pré-determinado, engana à todos, consegue alcançar seu alvo, e então, se inicia o show de horrores!"

Logo de cara, nos vem à mente o massacre de Columbine. Meninos tomados pela loucura psicótica, que entraram em uma escola americana e fusilam inúmeros alunos da escola! Porém, o ocorrido atual, foi nos E.U.A? Não, para nossa supresa, não!!! É no Brasil!

Realengo, subúrbio do estado do Rio de Janeiro, 07/04/2011. Um jovem, brasileiro, de classe não privilegiada, se precipita à tragédia!

Rompido de seus vínculos concretos, toma como real, uma realidade alternativa!

A vida concreta está perdida! Só importa o que , alucinidadamente, se mostra como a realidade concreta. Ele segue a determinação de sua loucura. Dissimula, engana à todos, e consegue seu objetivo!

Frente ao grupo que lhe serve de alvo, abre fogo!

Mata 11 e fere 13.

O país inteiro acompanha, perplexo!

Como seria possível, o Brasil, ter se transformado em um país de alienados!!!!

Isso é coisa de país desenvolvido!!!!

O Brasil já se desenvolveu à esse ponto????

Parece que sim!!! Infelizmente!!!

A realidade se torna caótica! Não conseguimos mais, discriminar fantasia de realidade!

A vida cobra um instante de nossa atenção. E somos arremetidos à uma reflexão necessária!!!

O que houve de verdade??? Ele era um psicótico ou um perverso?????

Rápido, é necessário uma resposta, devemos satisfação à sociedade!!!!

Mais, isso é possível???!!!

Podemos advinhar o que se passa na cabeça das pessoas, de uma forma superficial????!!!!

A resposta mais sensata se materializa, e traz à tona a loucura coletiva. "Não, não podemos saber, à priore, a realidade dos fatos"!!!!"

Devemos averiguar todos os detalhes da circunstância, para então, poder oficializar uma posição!

Tiros em Realengo!!!! Brasil!!! Crime derivado da disfunção da personalidade humana!!!!

Chora a presidente!

Choram as famílias afetadas!!!

Que realidade é essa, que fomenta a violência gratuita, indiscriminada, sem sentido, que se materializa em Realengo????!!!!

A violência dos tempos modernos, clama a realidade mundial!!!

Vida se sentido, vida perene!

Morrem os inocentes, morre o assassino!!!!!!

Realidade absurda, realidade absurda!!!

Valéria Macedo.









quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"A loucura nossa de cada dia!"

Hoje gostaria de falar sobre a loucura humana. Assunto complexo e de difícil aceitação, uma vez que nós, humanos, temos um imenso preconceito com o tema. São várias as forma de loucura, desde as nossas pequenas manias e estranhezas cotidianas, até distúrbios de percepção da realidade de ordem bem mais grave. Contudo, o assunto tende sempre a ser tratado de modo antagônico, dependendo da perspectiva de cada um. Por um lado, muitas pessoas tendem a transformá-lo, num "bicho de sete cabeças", monstro que sombreia qualquer possibilidade de se falar a respeito, e consequentemente, de enfrentá-lo com eficiência. Por outro, temos aquele grupo de pessoas que banalizam o assunto, como que colocando as manifestações da loucura, na lista de excentricidades humanas! Ambas as forma de lidar com o tema, no fim das contas, acabam por ter o mesmo resultado, escamoteiam o problema, seja por ser "algo monstruoso" ou por ser "algo banal"! No final da estória, as manifestações da loucura humana, em grande parte dos casos, acabam não sendo encaradas de devida forma, e com isso, acabam por não ser elaboradas! Moral de estória: o mundo fica do jeito que está, cheio de pessoas desajustadas e infelizes! Mas, o que se pode fazer frente a esta desestabilização mental, seja ela suave ou intensa?Encará-la, é a resposta! Se disponibilizar para o enfrentamento dos sintomas que os desajustes psíquicos causam. Estar aberto para uma constante avaliação pessoal, seja ela auto gerida, ou na companhia de um analista. Procurar estar sempre atento as repetições que nos levam para os conhecidos resultados fracassados, e que sem perceber, acabamos sempre repetindo. Avaliar constantemente nosso estado de espírito, procurando destacar e entender nossas emoções, para que elas não sejam negadas, e assim, fonte de infelicidade. Repensar nosso modo de vida, buscando um equilíbrio e uma adequação frente à realidade que nos rodeia. E por último, não ter medo de fazer esse enfrentamento diário com nossa loucura pessoal. Ela pode nos fazer sofrer, por nos tornar prisioneiros de padrões mentais desajustados, porém ela também pode ser a mola propulsora da mudança, de uma verdeira busca pelo equilíbrio e felicidade, que acabam por ser o mais genuíno resultado desta luta pela sanidade cotidiana! Mª Valéria Macedo.