Toda vez que vem à tona aquelas listas de sete, não sei vocês, mais sempre me esqueço do sétimo... As sete maravilhas do mundo antigo, os sete anões, as sete maravilhas do mundo moderno, os doze trabalhos de Hércules, bem como os sete pecados capitais...
Por mais que essas listas sejam sempre repetidas, estudas na escola, temas de livros e filmes, quando o assunto vem à tona, na hora de relembrar a lista, sempre me esqueço de alguma...
Contudo, creio que ultimamente, uma dessas listas anda se tornando cada vez mais presente no cotidiano, e assim, mais difícil de ser esquecida...
Todos os dia, é só abrir o jornal, e lá está ela... Muitas vezes escondida nas entrelinhas, outras vezes bem explicita para os olhos dos seres pensantes... É quase como se estivesse nas manchetes cotidianas... Como dizia Paulo Francis, "deu no NYTimes"... E parece que a manchete foi: "Os sete pecados capitais, viraram moda"...
Gula, Avareza, Preguiça, Luxúria, Soberba, Inveja e Ira. Foi no séc.VI que o papa Gregório I classificou 7 pecados que seriam punidos com a condenação... O intuito sempre foi o de controlar, vigiar e educar os seguidores, visando em última instância refrear os instintos básicos dos seres humanos... A lista permaneceu, e mesmo fora do âmbito religioso, esses "pecados" ainda são considerados vícios humanos, dignos de manejo...
Eles traduzem os "defeitos humanos", características que se apossam do indivíduo, escravizando-o, tornando-o um servo fiel dos ímpetos mais primitivos da psique humana...
O guloso é dominado pela voracidade, pela insatisfação, pelo desejo de sempre querer mais...
O avarento também se encontra nas águas do egoísmo, como o guloso, está sempre querendo mais e mais, porém reflete uma característica peculiar, tudo quer, porém nada divide...
O dominado pela luxúria, está sempre buscando o prazer carnal, é um indivíduo à mercê de seus instintos sexuais, dominado pela libido, lutando por realizar incansavelmente seus desejos...
O soberbo, arde na fogueira das vaidades, sempre arrogante, desafia eternamente o "pecado original", em sua busca pelo saber supremo, ignora o outro e à Deidade se compara...
O invejoso, cobiça tudo de bom que há no outro, mas a impossibilidade de parar de invejar, o leva a ansiar por aniquilar sua fonte de cobiça...
E por fim, aquele que é dominado pela ira, sofre com a destrutividade que lhe apossa, sem controle da raiva, do rancor e do ódio, se descontrola num fluxo mortífero, que na maior parte das vezes, destrói ao outro, as custa da destruição dele mesmo...
Falhas humanas que, quando dominam a mente, são capazes de aprisionar o livre arbítrio, colocando a psique em modo automático, incapaz de refrear a avalanche que arrasará o solo fértil que antes prometia vida...
Faz parte do processo civilizatório manejar esses impulsos, pois viver dentro da cultura demanda que o sujeito seja capaz de controlá-los. Contudo, a cada novo dia deste século virtual, observamos a falência dessa capacidade, a apologia pelo narcisismo boicota a relação eu-outro, e assim, coloca em xeque muitas conquistas da humanidade...
Indivíduos escondidos pelo anonimato lançam "vasos sanitários" em seus semelhantes; hordas primitivas lincham quem parece, mas não é; "madrastas e padrastos" matam crianças; ladrões de rua, são espancados e algemados à postes de luz...
Parece mesmo que estamos caminhando para o "Império dos Pecados Capitais", descontrolados nossos impulsos contribuem para a desorganização da sociedade. E assim, o selvagem ganha mais um round na batalha contra a humanidade... Mª Valéria Macedo
Gula, Avareza, Preguiça, Luxúria, Soberba, Inveja e Ira. Foi no séc.VI que o papa Gregório I classificou 7 pecados que seriam punidos com a condenação... O intuito sempre foi o de controlar, vigiar e educar os seguidores, visando em última instância refrear os instintos básicos dos seres humanos... A lista permaneceu, e mesmo fora do âmbito religioso, esses "pecados" ainda são considerados vícios humanos, dignos de manejo...
Eles traduzem os "defeitos humanos", características que se apossam do indivíduo, escravizando-o, tornando-o um servo fiel dos ímpetos mais primitivos da psique humana...
O guloso é dominado pela voracidade, pela insatisfação, pelo desejo de sempre querer mais...
O avarento também se encontra nas águas do egoísmo, como o guloso, está sempre querendo mais e mais, porém reflete uma característica peculiar, tudo quer, porém nada divide...
O dominado pela luxúria, está sempre buscando o prazer carnal, é um indivíduo à mercê de seus instintos sexuais, dominado pela libido, lutando por realizar incansavelmente seus desejos...
O soberbo, arde na fogueira das vaidades, sempre arrogante, desafia eternamente o "pecado original", em sua busca pelo saber supremo, ignora o outro e à Deidade se compara...
O invejoso, cobiça tudo de bom que há no outro, mas a impossibilidade de parar de invejar, o leva a ansiar por aniquilar sua fonte de cobiça...
E por fim, aquele que é dominado pela ira, sofre com a destrutividade que lhe apossa, sem controle da raiva, do rancor e do ódio, se descontrola num fluxo mortífero, que na maior parte das vezes, destrói ao outro, as custa da destruição dele mesmo...
Falhas humanas que, quando dominam a mente, são capazes de aprisionar o livre arbítrio, colocando a psique em modo automático, incapaz de refrear a avalanche que arrasará o solo fértil que antes prometia vida...
Faz parte do processo civilizatório manejar esses impulsos, pois viver dentro da cultura demanda que o sujeito seja capaz de controlá-los. Contudo, a cada novo dia deste século virtual, observamos a falência dessa capacidade, a apologia pelo narcisismo boicota a relação eu-outro, e assim, coloca em xeque muitas conquistas da humanidade...
Indivíduos escondidos pelo anonimato lançam "vasos sanitários" em seus semelhantes; hordas primitivas lincham quem parece, mas não é; "madrastas e padrastos" matam crianças; ladrões de rua, são espancados e algemados à postes de luz...
Parece mesmo que estamos caminhando para o "Império dos Pecados Capitais", descontrolados nossos impulsos contribuem para a desorganização da sociedade. E assim, o selvagem ganha mais um round na batalha contra a humanidade... Mª Valéria Macedo