quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"A loucura nossa de cada dia!"

Hoje gostaria de falar sobre a loucura humana. Assunto complexo e de difícil aceitação, uma vez que nós, humanos, temos um imenso preconceito com o tema. São várias as forma de loucura, desde as nossas pequenas manias e estranhezas cotidianas, até distúrbios de percepção da realidade de ordem bem mais grave. Contudo, o assunto tende sempre a ser tratado de modo antagônico, dependendo da perspectiva de cada um. Por um lado, muitas pessoas tendem a transformá-lo, num "bicho de sete cabeças", monstro que sombreia qualquer possibilidade de se falar a respeito, e consequentemente, de enfrentá-lo com eficiência. Por outro, temos aquele grupo de pessoas que banalizam o assunto, como que colocando as manifestações da loucura, na lista de excentricidades humanas! Ambas as forma de lidar com o tema, no fim das contas, acabam por ter o mesmo resultado, escamoteiam o problema, seja por ser "algo monstruoso" ou por ser "algo banal"! No final da estória, as manifestações da loucura humana, em grande parte dos casos, acabam não sendo encaradas de devida forma, e com isso, acabam por não ser elaboradas! Moral de estória: o mundo fica do jeito que está, cheio de pessoas desajustadas e infelizes! Mas, o que se pode fazer frente a esta desestabilização mental, seja ela suave ou intensa?Encará-la, é a resposta! Se disponibilizar para o enfrentamento dos sintomas que os desajustes psíquicos causam. Estar aberto para uma constante avaliação pessoal, seja ela auto gerida, ou na companhia de um analista. Procurar estar sempre atento as repetições que nos levam para os conhecidos resultados fracassados, e que sem perceber, acabamos sempre repetindo. Avaliar constantemente nosso estado de espírito, procurando destacar e entender nossas emoções, para que elas não sejam negadas, e assim, fonte de infelicidade. Repensar nosso modo de vida, buscando um equilíbrio e uma adequação frente à realidade que nos rodeia. E por último, não ter medo de fazer esse enfrentamento diário com nossa loucura pessoal. Ela pode nos fazer sofrer, por nos tornar prisioneiros de padrões mentais desajustados, porém ela também pode ser a mola propulsora da mudança, de uma verdeira busca pelo equilíbrio e felicidade, que acabam por ser o mais genuíno resultado desta luta pela sanidade cotidiana! Mª Valéria Macedo.